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Quem julga estar longe das novas tecnologias está equivocado. Por mais que você não seja um expert na área, certamente já teve que fazer uso dessa tecnologia (ou das vantagens delas, melhor dizendo) quando utiliza os serviços de uma unidade de saúde, por exemplo. Ou quando lança mão de informações de trânsito, do transporte coletivo, fornecidas pela prefeitura de sua cidade. E até mesmo quando escuta notícias de segurança pública no rádio ou na TV – a quantidade de assaltos ou mortes – os recursos tecnológicos de contagem certamente estão presentes ali. Não há como fugir: as novas tecnologias estão cada vez mais fortes, presentes e imprescindíveis no dia a dia de qualquer cidadão, e a Big Data é uma delas.


Trata-se de uma forma de analisar dados para trazer soluções práticas dentro de uma empresa. Em sentido literal, big data significa “grandes dados” em português. Assim, em outras palavras, é a tecnologia que extrai informações de um grande volume de dados e atribui significado a eles, tornando possível pautar estratégias e ações com base nisso. “É um caminho sem volta. Se você tem acesso a qualquer coisa que envolva tecnologia, já está sendo impactado por ela”, analisa o professor das disciplinas de Fundamentos de Big Data e Big Data Management da Pós-Graduação da FAE Business School Cezar Augustus Essenfelder de Azevedo.


E mais: a Big Data é uma ferramenta eficaz em mostrar como os líderes de uma empresa, por exemplo, devem enxergar os dados de forma mais crítica, trazendo benefícios: o que fazer com esses dados levantados e como eles podem resolver problemas e alavancar ainda mais os negócios.

“O segredo é como tirar proveito desses dados para trazer uma disrupção no mercado”, comenta o professor. Entendendo um pouco mais sobre a ferramenta, o cidadão comum que usa uma rede social, por exemplo, consegue entender como seus dados estão sendo utilizados na rede, por meio da análise da Big Data.

O segredo é como tirar proveito desses dados para trazer uma disrupção no mercado.”

Cezar Augustus Essenfelder de Azevedo, professor de pós-graduação da FAE Business School.

O interessante do curso de Big Data and Marketing Intelligence da FAE é que o público-alvo não é apenas quem trabalha ou estuda tecnologia. Ele é aberto a todas as pessoas que desejam entender ou inserir a Big Data em seu negócio de forma racional, uma vez que a tecnologia está inserida em praticamente todos os meios. “A ideia é entender como a tecnologia é aplicada nos modelos de negócios, como ela auxilia na criação de modelos novos e como é utilizada na resolução de problemas”, observa o professor.


Como ele mesmo ressalta, a ciência da Big Data leva as pessoas a cenários “incríveis” que já têm sido delineados há algum tempo, como a robótica (a inteligência artificial como um todo), os carros autônomos, os dados das redes sociais. “Nas redes sociais, por exemplo, todos os nossos dados, preferências e intenções são conhecidos, somos frágeis perante isso. E a Big Data está por trás dessas possibilidades de acesso”, explica Cezar Augustus.

5G no Brasil
Com a chegada do 5G ao Brasil, todas essas tecnologias do mundo digital têm sido repensadas. Segundo o professor, novos empregos e modelos de negócios serão gerados com o 5G e definitivamente tudo poderá estar conectado. Ele é mais fácil de instalar, mais econômico e está ligado a antenas de rádio, cujos softwares podem ser atualizados com frequência. Além, claro, de ser mais rápido do que o 4G.

Em fevereiro de 2021, foi aprovado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) o edital referente ao leilão das redes 5G no Brasil. Com isso, as discussões sobre essa tecnologia estão a todo vapor, colocando ainda mais em evidência temas como inteligência artificial, realidade aumentada e mista e a conexão entre equipamentos e máquinas em nível residencial, comercial e industrial (internet das coisas).

Algumas empresas de telefonia móvel já estão se movimentando e lançando novos aparelhos que sejam compatíveis com o 5G, que deverá estar disponível em todas as capitais do Brasil até julho de 2022, segundo o Ministério das Comunicações. Já nos outros municípios, a previsão é até dezembro de 2029.

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